segunda-feira, 13 de maio de 2013


Prefeito Fabiano é denunciado por atraso das despesas contábeis da Prefeitura de Lagoa de Dentro-PB



Na última semana, o vereador José Fernandes (Duda), protocolou no Tribunal de Contas da Paraíba – TCE-PB, denúncia contra o atual prefeito Fabiano Pedro, pelo atraso nos balancetes e demais despesas contábeis, referentes aos meses de janeiro e fevereiro 2013. O vereador baseou-se no§ 2º e 3º do art. 48 da Lei Complementar Estadual nº18/93 que trata da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba,

Art.48...
§ 2º - O atraso na remessa dos balancetes mensais dos Municípios ao Tribunal de Contas autoriza este último a determinar às instituições financeiras depositárias, enquanto persistir o atraso, o bloqueio da movimentação das contas bancárias do Município e respectivas entidades da administração indireta.
§ 3º - Os balancetes, acompanhados de cópias dos devidos comprovantes de despesas, de que trata o § 1º deste artigo, serão enviados também à Câmara Municipal competente até o último dia útil do mês subseqüente ao vencido. (Redação dada pela Lei Complementar 34, 09 de junho de 1999).
§ 4º - No caso de não cumprimento do parágrafo anterior, o Tribunal de Contas do Estado tomará providências para que sejam adotadas medidas de que trata o § 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei 6.539/97-30.09.1997).

No mês de março 2013, o TCE-PB estendeu o prazo até o dia 30 de abril de 2013, para a entrega das despesas contábeis dos meses de janeiro e fevereiro 2013 dos municípios paraibanos.
O atual prefeito de Lagoa de Dentro no ano de 2012, exercia o cargo de vereador da oposição, e transmitia em alto e bom som, que o atraso de tais despesas era um desrespeito com a Casa Legislativa. E hoje, como seria considerado este atraso?
Ao que parece, Lagoa de Dentro está longe de uma boa transparência administrativa, pois, o atraso das documentações contábeis, além de contrariar a legislação estadual, interfere na fiscalização do Poder Legislativo. Espera-se que o atual gestor de Lagoa de Dentro tome providências para que o município não sofra as consequências citadas no parágrafo segundo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Paraibano é preso no RN suspeito de chefiar grupo de exterminio


paraibano_1A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu na manhã desta terça-feira (7) um paraibano natural da cidade de Araruna suspeito de chefiar um grupo de extermínio que atuava no Rio Grande do Norte. Segundo o delegado Normando Feitosa, que em março realizou operação para prender o suspeito, Gerivaldo Silva da Cruz, de 40 anos, o ‘Val da Paulista’, é responsável por mais de 20 assassinatos na Grande Natal e região Agreste potiguar.
“Ele foi preso em Natal e está sendo conduzido para a cidade de Pedro Velho, onde o mandado de prisão foi expedido”, afirmou a assessoria de imprensa da Polícia Civil. Ainda de acordo com a polícia, Gerivaldo possui mandados de prisão em aberto nos estados de São Paulo e Mato Grosso.
dd73c499da80f64b18e2891be37b2ba55cb83cc6Considerado “criminoso de alta periculosidade”, Gerivaldo foi o único procurado a não ser preso durante a operação Muralha, realizada em março deste ano pela Polícia Civil. A operação, realizada em Pedro Velho, prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha supostamente chefiada por Gerivaldo.
Segundo as investigações, o grupo cometia homicídios entre as cidades de Parnamirim, São José de Mipibu, Pedro Velho e Montanhas. A rede criminosa ainda envolveria tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
G1RN

Contas das Prefeituras de Dona Inês, Bananeiras e Lagoa de Dentro estão na pauta do TCE

Contas das Prefeituras de Dona Inês, Bananeiras e Lagoa de Dentro estão na pauta do TCE
Quatorze prestações de contas oriundas de Prefeituras e quatro de Câmaras Municipais compõem, entre outros processos, a pauta de julgamentos do Tribunal de Contas da Paraíba para esta quarta-feira (8), em sessão plenária que se iniciará às 9 horas.
Na ocasião, serão examinadas contas anuais dos prefeitos de Caaporã (João Batista Soares, exercício de 2010), Quixaba (Júlio César de Medeiros Batista, 2011), São José do Sabugi (Iracema Nelis de Arújo Dantas, 2011), São Sebastião do Umbuzeiro (Francisco Alípio Neves, 2011), Riachão do Bacamarte (José Gil Mota Tito, 2010) e Dona Inês (Antonio Justino de Araújo Neto, 2011).
Também, dos ex-prefeitos de Cruz do Espírito Santo (Rafael Fernandes de Carvalho Júnior, 2011), Jacaraú (Maria Cristina da Silva, 2011), Curral Velho (Luiz Alves Barbosa, 2010), Puxinanã (Abelardo Antonio Coutinho, 2011), Lagoa de Dentro (Sueli Madruga Freire, 2011), Bananeiras (Marta Eleonora Aragão Ramalho, 2011) e Borborema (José Renato Eduardo dos Santos, 2011).
As Câmaras de Vereadores com prestações de contas na pauta do TCE são as de São Bento, Salgadinho, Natuba e Alagoa Grande, a primeira referente ao exercício de 2009 e, as demais, ao de 2011.
Na mesma sessão, a Corte verificará, ainda, as contas de 2011 da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão e as do Laboratório Industrial Farmacêutico do Estado da Paraíba S/A. Também, processo decorrente de "inspeção especial para exame do procedimento de permuta de bem imóvel público por bem imóvel particular implementado pelo Governo do Estado", sob relatoria do conselheiro Umberto Porto.


Da Redação
Com Ascom

quinta-feira, 11 de abril de 2013


Unidade Neonatal do Edson Ramalho deve ser desativada na próxima semana


Médicos esperam pronunciamento do Governo do Estado até amanhã

A partir da próxima segunda-feira (15) os médicos e outros profissionais da área de saúde que atendem a unidade Neonatal do Hospital Edson Ramalho, em João Pessoa, podem abandonar seus plantões, causando a paralização do setor. De acordo com os trabalhadores ligados a Unidade, a situação no local seria insustentável devido aos atrasos constantes de pagamento de salários, parcelamento de gratificações (produtividade) e uma política salarial não satisfatória.
De acordo com o Diretor do Hospital, Coronel Telman Queiroz, se até esta sexta-feira (11) o Governo do Estado não se pronunciar a respeito do caso, as atividades começarão a ser suspensas e já no fim de semana as internações serão limitadas. “Agora tudo vai depender da Secretaria de Saúde, vamos torcer para que até lá tudo seja resolvido”, declarou.
A principal reivindicação dos médicos diz respeito a gratificação de produtividade, pois, segundo um dos médicos do Hospital, que preferiu não se identificar, a gratificação paga no Edson Ramalho aos profissionais de saúde é menor que as gratificações pagas nos demais Hospitais e Maternidades doEstado e além disso, não tem dia certo para serem pagas.
Ainda de acordo com o médico, todas as autoridades competentes para resolver o problema como os titulares das Secretaria de Saúde, Secretaria das Finanças e Secretaria de Administração, já foram oficialmente comunicadas sobre este problema por várias vezes e até agora nenhuma providência foi tomada para que a unidade Neonatal não seja desativada.

Outra categoria que também pode parar suas atividades no local, são os técnicos de enfermagem, que passam por problemas semelhantes aos dos médicos.

A unidade neonatal que funciona do Hospital Edson Ramalho é considerada uma das melhores da Paraíba e atende as camadas mais carentes da população.
Monica Melo

Paralisação Nacional dia 23, 24, 25 de Abril.

Da Redação
Com CUT

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bandas de forró e banda Grafith são apontadas pelo MP em esquema de superfaturamento


A Operação Máscara Negra, deflagrada nesta terça-feira (9), revela que o Ministério Público encontrou indícios da participação de empresários e bandas em esquema de desvio de recursos públicos, através de contratos superfaturados. Vários grupos musicais teriam sido usados por intermediários em processos sem licitações. Os valores pagos por shows chegam a superar 400% acima do mercado.
A ação do Ministério Público teve como foco os municípios de Macau e Guamaré. Na ação, o órgão divulgou: “dentre as bandas contratadas, sempre se destaca, pela frequência e pelos altos cachês, a Banda Grafith, pertencente a CHRISTIANO GOMES DE LIMA JÚNIOR (Júnior Grafith) e ANGÉLICA DIAS DE ARAÚJO. Nos últimos eventos, a contratação da referida banda passou a ser realizada com a intermediação do empresário EDVANIO DE OLIVEIRA DANTAS, cuja articipação nos eventos do Município tem crescido vertiginosamente”.
O órgão ministerial publicou ainda que: “Além da Banda Grafith, outras atrações têm participado com frequência dos eventos do Município, havendo fortes indícios de que estejam inseridas no esquema de desvio de recursos públicos através do superfaturamento de contratos, quais sejam, Cavaleiros do Forró, Banda Deixe de Brincadeira e Forró da Pegação”.
A ação informa também que, após vários meses de investigação, constatou-se de forma cristalina que as contratações, em todos os eventos, foram realizadas ilegalmente por empresários intermediários e com superfaturamento de preços, com a participação e engajamento de todos os investigados acima citados, quais sejam, Flávio Vieira Veras [ex-prefeito de Macau], Francisco Gaspar da Silva, José Romildo, Francisco Edson Ribeiro, Márcio Anderson Denis de Araújo, Christiano Gomes de Lima, Edvânio de Oliveira Dantas e das atrações Banda Grafith, Cavaleiros do Forró, Banda Deixe de Brincadeira e Forró da Pegação.
Segundo se apurou, FRANCISCO GASPAR DA SILVA PARAÍBA CABRAL, Presidente da Fundação de Cultura, realiza o primeiro contato com as bandas e é responsável por acertar os preços dos cachês, elaborando tabela de “pesquisa mercadológica”.
 

 
“Foi o que aconteceu em relação às festividades do Carnaval de 2011, cujas contratações por inexigibilidade de licitação foram deflagradas a partir de“Pesquisa Mercadológica” subscrita pelo Presidente da Fundação de Cultura, e se repetiu em relação à Festa do Sal de 2011 e ao Carnaval 2012”, explicou o Ministério Público.
Além da contratação ilegal por inexigibilidade de licitação e superfaturamento de preços, foram constatadas também diversas irregularidades nos contratos celebrados diretamente com pessoas físicas representantes de bandas formalmente inexistentes, já que não registradas nos órgãos competentes.
 
DA Redação
TSE altera número de deputados federais de 13 estados; Paraíba perde 2 cadeiras

Sar

Quem perde e quem ganha deputados na Câmara (Foto: Editoria de Arte / G1)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (9), por cinco votos a dois, alterar a quantidade de deputados federais de 13 estados para as eleições de 2014.
O novo cálculo foi feito com base dos dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, a divisão das 513 cadeiras da Câmara tem por base a população dos estados em 1998.
Se algum estado considerar inconstitucional a nova divisão, pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
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Pelos dados apresentados pelo TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira. Paraíba e Piauí perderão dois deputados.
Ganharão mais uma cadeira Amazonas e Santa Catarina. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado – passará de 17 cadeiras para 21. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.
A decisão, conforme estabeleceu o TSE, terá impacto nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Discussão no TSE
A proposta aprovada foi apresentada pela ministra Nancy Andrighi, relatora de ação apresentada pela Assembleia Legislativa do Amazonas para que fosse feita a redefinição das cadeiras em razão do aumento populacional de diversos estados. Segundo os dados apresentados, o Amazonas ganhou uma nova cadeira – passou de 8 para 9.
A legislação estabelece que a Câmara deve ter 513 deputados. Cada estado deve ter entre 8 e 70 parlamentares, a depender do tamanho da população. A Constituição diz que o número de deputados de cada bancada deve ser definido no ano anterior às eleições.
deputados por unidade da federação (Foto: Editoria de Arte / G1)
O caso começou a ser julgado em março de 2012, mas acabou adiado por um pedido de vista (mais tempo para analisar o pedido). O TSE acabou decidindo promover uma audiência pública sobre o assunto em maio do ano passado.
A ministra Cármen Lúcia chamou os presidentes dos partidos políticos para uma reunião na manhã desta quarta (10).
Ela pretende explicar a eles a decisão tomada pelo plenário do TSE, além de abordar as instruções normativas para as eleições de 2014.
A favor
De acordo com a relatora Nancy Andrighi, relatora da proposta, para calcular o número de cadeiras para cada estado, foi considerada a população de 2010, de 190,755 milhões de habitantes.
A população total foi dividida pelo número de cadeiras na Câmara (513). Nessa fase despreza-se a fração, considera-se o número inteiro. O estado que não chegou a 8, teve o número automaticamente arredondado. Com isso, 496 das 513 cadeiras foram preenchidas.
Após o cálculo, uma nova fase foi feita para dividir as 17 vagas que sobraram. Considerou-se então a população dos estados.
“A proposta assegura maior proporcionalidade entre as unidades da federação e o número de cadeiras. E ainda tem vantagem em fundar-se no cálculo previsto na legislação eleitoral. Defiro [o pedido do Amazonas] para reformular o número de deputados por estado nas eleições de 2014″, disse a ministra.
O ministro Henrique Neves, que ajudou a criar a nova regra de distribuição, disse que a mudança acompanha a evolução do tamanho da população, que aumentou 14% entre 1998 e 2010. “É natural a necessidade de reajuste para efeito de proporcionalidade.”
Também votaram a favor da mudança as ministras Laurita Vaz e Luciana Lóssio, além do ministro Dias Toffoli.
Toffoli, que também é ministro do STF, destacou que não analisou a constitucionalidade da divisão. “Os partidos políticos foram ouvidos. Não vejo nenhuma nulidade. Sem prejuízo de futuramente analisar a legalidade”, destacou.
Contra
Só dois ministros votaram contra a redistribuição: Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia. Os dois ressaltaram que há inconstitucionalidade na divisão, uma vez que não caberia ao TSE decidir sobre a mudança, mas sim ao Congresso.
“Só se tranfere a competência que a Constituição permite. [...] O artigo 45, parágrafo 1º da Constituição, não faz qualquer referência ao TSE. Diz que o número será estabelecido por lei complementar”, disse a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.
O ministro Marco Aurélio também lembrou que o Congresso não decidiu. “Aqui não está o Congresso Nacional. Muito menos votando. Muito menos no campo administrativo. A República está assentada em três poderes harmônicos e independentes. A Carta da República delimita o campo de atuação de cada poder. [...] Não temos autorização constitucional. Estamos mexendo com a representação de 13 estados, uma dança das cadeiras, de exatamente 10 cadeiras”, declarou.

G1